Notícias Contábeis
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Zona Franca de Manaus atrai novo investimento de R$ 126,8 milhões para produção de smartphones
A Zona Franca de Manaus segue atraindo aportes relevantes para a indústria nacional. O novo investimento da Jovi reforça a competitividade da região como um dos principais polos de produção tecnológica do país. Novo investimento amplia operação em Manaus A V Tech Mobile Communication, responsável pela estrutura industrial da marca Jovi no Brasil, recebeu aprovação do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam) para investir R$ 126,8 milhões na fabricação de smartphones no Polo Industrial de Manaus (PIM). O projeto marca uma nova etapa da atuação da empresa no país. Até agora, a produção acontecia por meio de parceria industrial com terceiros; com a aprovação, a companhia avança para uma estrutura produtiva própria, ampliando sua presença industrial na região. O que o investimento representa? A decisão demonstra a confiança da empresa no ambiente de negócios da Zona Franca e na capacidade do Polo Industrial de sustentar operações de alta tecnologia. Além de ampliar a capacidade produtiva, o aporte sinaliza uma estratégia de longo prazo voltada à nacionalização da produção e ao fortalecimento da marca no mercado brasileiro. Movimentos desse tipo costumam gerar efeitos positivos em toda a cadeia produtiva, estimulando fornecedores, prestadores de serviços, logística e geração de empregos. Zona Franca segue relevante para a indústria O anúncio confirma um cenário observado nos últimos anos: a Zona Franca de Manaus continua sendo um instrumento importante de atração de investimentos industriais no Brasil. Mesmo com as discussões em torno da Reforma Tributária, empresas nacionais e multinacionais seguem escolhendo a região para instalar ou expandir operações produtivas. Esse movimento evidencia a relevância da área para setores estratégicos da economia, especialmente os ligados a tecnologia, eletroeletrônicos e bens de consumo. O papel da segurança jurídica nos investimentos Projetos industriais de grande porte exigem previsibilidade regulatória, planejamento de longo prazo e ambiente favorável a investimentos. Nesse contexto, a manutenção da competitividade da Zona Franca é acompanhada de perto por empresas que avaliam expansão produtiva e novos projetos industriais no mercado nacional. A aprovação do investimento da Jovi reforça que a Zona Franca de Manaus continua desempenhando papel relevante na atração de capital produtivo, contribuindo para o fortalecimento da indústria brasileira e para o desenvolvimento econômico da região amazônica.

eSocial publica orientações adicionais sobre garantias no Crédito do Trabalhador
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou na quinta-feira (2) um novo comunicado com orientações complementares sobre a implantação da funcionalidade de garantias do programa Crédito do Trabalhador. As instruções detalham como as empresas devem agir no desligamento de trabalhadores com contratos ativos de crédito consignado vinculados às novas regras. A atualização vem poucos dias depois da entrada em vigor da funcionalidade, em 26 de junho, que passou a permitir o uso de parte das verbas rescisórias e do saldo do FGTS como garantia em operações de crédito consignado com desconto em folha. O que muda para as empresas Segundo o comunicado do eSocial, uma pequena parcela de contratos ativos ainda não teve o saldo devedor atualizado totalmente disponibilizado na Plataforma do Crédito do Trabalhador — informação essencial para o cálculo correto dos descontos sobre as verbas rescisórias. Diante disso, o MTE definiu novas orientações operacionais para evitar erros nos descontos e recolhimentos. Nos desligamentos de trabalhadores com contrato ativo de consignado, o empregador deve aplicar o desconto da parcela referente à competência do desligamento, desde que exista remuneração disponível na rescisão, no período entre 26 de junho e 22 de julho de 2026. A apuração da remuneração disponível segue a mesma lógica da folha mensal, considerando os valores apurados após os descontos obrigatórios previstos em lei. Procedimentos seguem via Emprega Brasil, eSocial e FGTS Digital As empresas continuam obrigadas a cumprir as etapas operacionais previstas na regulamentação: consultar no Portal Emprega Brasil os percentuais oferecidos em garantia pelo trabalhador, lançar os descontos correspondentes no eSocial e realizar o recolhimento pela guia do FGTS Digital. Os procedimentos garantem a conformidade com a Portaria MTE nº 1.115/2026, que regulamentou a nova fase do programa. Desligamentos já processados não precisam ser refeitos O comunicado trouxe um ponto importante para os departamentos pessoais e equipes de RH: empresas que já realizaram os procedimentos operacionais previstos pela Portaria MTE nº 435/2025, com redação atualizada pela Portaria nº 1.115/2026, em relação a trabalhadores desligados, não precisarão alterar os atos já praticados. Na prática, isso reduz o risco de retrabalho para quem já processou rescisões desde a implementação da funcionalidade. Atenção redobrada para RH e Departamento Pessoal Com a implantação gradual das garantias, a recomendação de especialistas é atenção redobrada das áreas de RH, Departamento Pessoal e escritórios contábeis. Como os saldos devedores ainda estão sendo atualizados progressivamente pelas instituições financeiras, novas consultas aos sistemas oficiais podem ser necessárias antes de concluir os cálculos rescisórios. A orientação é monitorar continuamente o Portal Emprega Brasil e os comunicados oficiais do eSocial para evitar inconsistências operacionais, descontos incorretos e possíveis passivos trabalhistas.

CNI: 46% das empresas deve rever investimentos se PEC da 6x1 avançar
Pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na quinta-feira (2) mostra que 46% das empresas brasileiras pretendem rever ou alterar seus planos de investimento caso avance no Congresso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que muda a jornada de trabalho 6x1. O levantamento ouviu empresas de diferentes portes e setores para dimensionar os possíveis efeitos econômicos e operacionais da proposta. Pelos dados da CNI, 54% das empresas manteriam os planos atuais, enquanto 46% precisariam reavaliar estratégias de expansão, contratações e novos aportes em tecnologia e infraestrutura. Os impactos tendem a ser sentidos com mais força entre as pequenas empresas, consideradas mais sensíveis ao aumento de custos operacionais. Aumento de custos preocupa setor produtivo A maior preocupação está no impacto financeiro da mudança. Segundo a pesquisa, 97% das indústrias seriam afetadas por uma eventual redução da jornada semanal. Entre os empresários consultados, 73% se posicionaram contra a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais sem redução salarial, e 57% rejeitam especificamente o fim da escala 6x1. O levantamento aponta ainda que 85% das empresas esperam aumento dos custos com empregados, 82% projetam alta nos custos com fornecedores, 70% enxergam risco de perda de competitividade e 68% estimam queda no volume de produção. Um dos principais desafios citados é a redução da carga horária sem diminuição proporcional dos salários, cenário que, na avaliação dos empresários, pode pressionar a produtividade e elevar custos com folha de pagamento, horas extras e contratações adicionais. Impactos podem chegar ao consumidor Para a CNI, o aumento dos custos trabalhistas pode gerar efeitos em cadeia em diversos setores da economia. Entre as alternativas consideradas pelas empresas para absorver os impactos estão o repasse de custos aos consumidores, a aceleração da automação de processos, a revisão de reajustes salariais e mudanças nos modelos de contratação. Na visão da entidade, uma redução de jornada sem transição gradual ou sem ganhos equivalentes de produtividade pode pressionar preços e reduzir a competitividade da economia brasileira. Debate sobre a escala 6x1 segue no Congresso A discussão sobre o fim da escala 6x1 ganhou força nos últimos meses e está entre os temas de maior repercussão no mercado de trabalho em 2026. A proposta busca reduzir a jornada semanal e alterar a dinâmica de setores que tradicionalmente operam com escalas mais extensas, como comércio, indústria, serviços e varejo. Enquanto as entidades empresariais defendem cautela e uma transição estruturada, os setores sindicais argumentam que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e gerar ganhos de produtividade no longo prazo. Para empresas, departamentos de Recursos Humanos e escritórios contábeis, o avanço da PEC exige monitoramento constante, já que eventuais mudanças afetam diretamente custos trabalhistas, escalas operacionais e o planejamento financeiro dos próximos anos.

Vale a pena fazer empréstimo para abrir empresa? Veja quando o crédito pode ajudar
A falta de capital inicial faz com que muitos empreendedores recorram ao crédito na hora de abrir uma empresa. O financiamento pode viabilizar investimentos em estrutura, equipamentos e capital de giro, mas especialistas recomendam avaliar o custo da operação, a capacidade de pagamento e as perspectivas de faturamento antes de assinar o contrato. A orientação do Sebrae é analisar a real necessidade do crédito, o impacto das parcelas no fluxo de caixa e o retorno esperado do investimento. A entidade disponibiliza, inclusive, um simulador que calcula o custo da operação e o peso das parcelas no orçamento da empresa. De modo geral, contratar um empréstimo só faz sentido quando o recurso for aplicado de forma estruturada, com potencial real de gerar receita suficiente para cobrir as parcelas e manter a operação saudável. Quando o empréstimo pode ser vantajoso O crédito tende a ser mais indicado quando é destinado a investimentos que aumentam a capacidade operacional do negócio, como aquisição de equipamentos, formação de estoque, tecnologia ou capital de giro. Linhas específicas para pequenos negócios, como o Pronampe, o ProCred 360 e as opções voltadas a MEI e pequenas empresas disponíveis no CRED+, costumam oferecer condições diferenciadas em relação às linhas tradicionais. Em determinadas situações, o financiamento pode ser decisivo para tirar a empresa do papel ou acelerar a operação inicial, permitindo que o negócio comece com maior capacidade operacional e competitividade. Quando o crédito pode ser perigoso O principal risco é assumir uma dívida antes de validar o modelo de negócio ou sem estimativas realistas de faturamento. Nesses casos, as parcelas podem comprometer o fluxo de caixa já nos primeiros meses de atividade. Sem demanda validada, plano de vendas estruturado ou previsão consistente de receita, o empréstimo pode se transformar rapidamente em uma dívida difícil de administrar — afinal, as parcelas continuam vencendo mesmo que o negócio ainda não gere receita. Em cenários de juros altos, o custo total da operação pode consumir boa parte do faturamento inicial. Antes de comparar propostas, é essencial observar o Custo Efetivo Total (CET), indicador que reúne juros, seguros, tributos e demais encargos, permitindo comparar diferentes linhas de crédito com mais precisão. O que avaliar antes de contratar Entre os pontos fundamentais estão: o valor realmente necessário, quanto o negócio deve faturar nos primeiros meses, o prazo estimado para atingir o equilíbrio financeiro e se a parcela cabe confortavelmente no fluxo de caixa. Uma recomendação frequente é que a parcela não comprometa excessivamente a margem mensal, além de manter uma reserva financeira para imprevistos nos primeiros meses de operação. Alternativas ao empréstimo bancário O financiamento não precisa ser o único caminho. Conforme o modelo de negócio, é possível considerar investidores-anjo, sócios, linhas de microcrédito, financiamentos públicos e o reinvestimento de capital próprio. O BNDES Crédito para PMEs e linhas regionais, como o FNE MPE do Banco do Nordeste, também aparecem como alternativas para determinados perfis empresariais. Planejamento é o fator decisivo O crédito pode ser uma ferramenta para impulsionar novos negócios, mas exige planejamento financeiro e análise cuidadosa das condições da operação. Comparar linhas, simular o impacto das parcelas e elaborar um plano de negócios antes da contratação são medidas recomendadas pelas entidades de apoio aos pequenos empreendedores.

Receita libera pagamento automático de restituição do IR em 15 de julho com valores de até R$ 1.000
A Receita Federal libera no dia 15 de julho o primeiro lote especial de restituição automática do Imposto de Renda, conhecido como cashback, que beneficia cerca de 4 milhões de contribuintes em todo o país. O montante total do lote é de R$ 500 milhões, e a consulta estará disponível a partir das 9h da próxima quarta-feira (8) no portal da Receita. O pagamento contempla contribuintes com direito a restituição de até R$ 1.000, sem pendências no CPF e com chave Pix vinculada ao próprio número do CPF. Quem não atende a esse requisito cadastral ficou de fora do crédito automático. Os beneficiários tiveram Imposto de Renda retido na fonte em 2024, mas não estavam obrigados a apresentar declaração em 2025. O modelo não gera declaração automática para os exercícios seguintes. Cerca de 500 mil contribuintes não entraram no lote por não possuírem chave Pix atrelada ao CPF. A orientação da Receita é atualizar o cadastro junto às instituições financeiras para receber em etapas futuras. O órgão estima que 87% dos contribuintes elegíveis sem declaração em 2025 serão contemplados nesta fase de pagamento automático. A vinculação da chave Pix ao CPF é o fator determinante para o recebimento automático. Segundo a Receita Federal, a exigência foi adotada como medida de segurança, para reduzir riscos de inconsistências e fraudes nos pagamentos. A recomendação é que todos os contribuintes mantenham ao menos uma chave Pix registrada com o CPF, estejam ou não neste lote. Quem ficou de fora pode recuperar valores pela declaração Quem não foi incluído no lote especial pode verificar a própria situação nos canais oficiais da Receita Federal, na opção Meu Imposto de Renda, informando CPF e data de nascimento. Nos casos de obrigatoriedade ou de interesse em reaver imposto retido na fonte, permanece disponível a entrega da declaração, observadas as regras de cada exercício. Como recuperar IR retido na fonte de anos anteriores Para reaver valores retidos, o contribuinte deve apresentar a declaração referente ao ano do desconto. O envio pode ser feito pelo programa oficial da Receita ou pela plataforma Meu Imposto de Renda, acessível via e-CAC, aplicativo ou portal de serviços digitais do governo, com a informação de rendimentos, despesas dedutíveis e dependentes, quando houver. Contribuintes que tiveram desconto na fonte sem obrigação de declarar podem receber a restituição integral ao enviar a declaração. É o caso de situações como trabalho temporário, desemprego ao longo do ano ou mudança de regime de trabalho, como de MEI para CLT, além de rendimentos judiciais com retenção na fonte. A Receita também aceita declarações retroativas para recuperar valores retidos nos últimos cinco anos. Cada ano exige uma declaração específica, com o mesmo processo da declaração regular, e o procedimento pode ser feito pelos canais digitais sem multa quando não havia obrigatoriedade de entrega no prazo original.

CNPJ alfanumérico começa em 31 de julho; Receita orienta empresas a revisar sistemas
A partir de 31 de julho de 2026, a Receita Federal dá início à implementação do CNPJ alfanumérico, novo formato de identificação das pessoas jurídicas no Brasil. A mudança não exige nenhuma alteração nos números já existentes, mas o órgão recomenda que as empresas revisem sistemas, bancos de dados e integrações para garantir a aceitação de inscrições que combinam letras e números. Segundo a Receita, a adoção do novo modelo será gradual. Os CNPJs exclusivamente numéricos continuam válidos e poderão seguir sendo emitidos mesmo após o início da implantação, convivendo com o novo padrão. Na prática, as pessoas jurídicas já constituídas não precisam solicitar novo número nem fazer atualização cadastral por causa da mudança. O procedimento de abertura de empresas também permanece o mesmo, seguindo os fluxos atuais dos órgãos de registro e da administração tributária. De acordo com o órgão, cerca de 69 milhões das quase 100 milhões de combinações possíveis no formato apenas numérico já foram utilizadas. O modelo alfanumérico amplia de forma significativa essa capacidade e assegura a continuidade das novas inscrições no CNPJ. Atenção de empresas e profissionais da contabilidade Embora os cadastros existentes não sejam alterados, a novidade pode exigir ajustes nos sistemas utilizados por empresas e escritórios de contabilidade. A orientação é verificar se ERPs, softwares fiscais, sistemas financeiros, plataformas de emissão de documentos fiscais, cadastros internos e integrações eletrônicas estão preparados para receber e validar CNPJs com letras. A recomendação vale também para as integrações com clientes, fornecedores, bancos e demais parceiros comerciais, de modo a evitar falhas em processos automatizados que hoje aceitam somente caracteres numéricos. Para acompanhar a implementação, a Receita Federal mantém uma página oficial dedicada ao projeto do CNPJ alfanumérico, com informações e atualizações sobre o tema.